O mundo tem se transformado e, na esteira dessas mudanças, a forma como as pessoas lidam com o trabalho também tem se redefinido. O novo perfil de profissional, que vem sendo desenhado desde a entrada da geração Y no mercado, ganhou novos traços com a chegada dos millennials e, dentre outros fatores, um se destaca: a demanda por maior flexibilidade para conciliar o trabalho com compromissos e projetos pessoais, sejam individuais, com os amigos ou com a família.

Como chegar a um denominador comum? Os desafios são muitos e nem todo tipo de empresa ou, mesmo dentro de uma mesma organização, nem todos os setores têm condições iguais para o desenvolvimento de estratégias de flexibilização. Mas, com criatividade e inovação, muitas companhias têm conseguido se reinventar e acompanhar o trem da história.

Essa questão já é tratada como estratégica nas companhias que conseguem compreender os movimentos dos mercados. E as que ainda não entenderam essa nova realidade precisarão se adaptar rapidamente, antes que se tornem menos atrativas para essa nova geração de profissionais. Vanessa Almada, especialista de treinamento da 3M do Brasil, ressalta que “até as empresas mais tradicionais têm pensado em maneiras de possibilitar uma flexibilidade maior”.

“Hoje, com a mobilidade e ferramentas como laptop e smartphone, o trabalho não precisa acontecer só na empresa e tem como flexibilizar, sim. As empresas estão pensando nisso. Todos querem reter o talento, já que muitos profissionais não estão dispostos a ficar mais três horas no trânsito diariamente para ir ao trabalho e deixar de ter tempo livre para suas atividades pessoais “, complementa Vanessa.

Entendendo as diferenças para inovar

A 3M possui uma série de iniciativas para garantir que seus colaboradores tenham mais liberdade para tratar da vida pessoal e aproveitar melhor o tempo com a família e os amigos. Uma delas é o programa Flexability, que permite que os funcionários tenham jornadas mais flexíveis e, em alguns casos, possam até fazer home office em certos dias da semana.

Em uma companhia como a 3M, no entanto, que tem diversas frentes e muitas delas bem distintas, uma única estratégia não é suficiente para dar conta de todas as demandas dos colaboradores. Na área de manufatura, por exemplo, é inviável o home office, afinal não dá para carregar no bolso uma máquina de

50 metros de comprimento para operá-la em casa. Como garantir, então, flexibilidade também no chão de fábrica?

“A visão da flexibilidade de horário não cabe nesse caso. Mas existem outros caminhos”, ressalta Vanessa. Na 3M, a Alameda Saber Viver é um espaço que reúne diversos serviços dentro da própria fábrica, como salão de beleza, hortifrúti, van de carnes, papelaria, massagem, conveniência, entre outras coisas. Essas opções também facilitam muito a vida de quem atua na manufatura, oferecendo uma alternativa de flexibilidade e comodidade, para que se tenha mais tempo com a família.

“Alguns serviços, como o salão de beleza, abrem às 6h da manhã e fecham às 19h da noite, atendendo a todos os turnos. O food truck começa às 10h e termina às 16h, também cobrindo todos os horários de almoço. Esses serviços estão disponíveis e facilitam muito a vida de todos, gerando qualidade de vida e satisfação”, ressalta Vanessa.

O papel de cada um

Vanessa Almada chama atenção ainda para um fator importante: o engajamento do colaborador na estratégia adotada pela companhia. Ela ressalta que a busca por qualidade de vida é uma via de mão dupla e qualquer política desenvolvida e aplicada pela organização só vai atingir seus objetivos se houver uma atitude positiva do funcionário com relação a ela.

“A flexibilização impacta a qualidade de vida, mas não a gera necessariamente. Entra aí o papel do funcionário. Muitos enxergam a hora extra já como parte do salário e se deixarem de fazer vão ter um rombo em suas finanças. Quando as empresas evitam que o funcionário faça hora extra, ela indiretamente contribui para a qualidade de vida dele, porém, na visão dele não é bem assim. Então é preciso também uma conscientização para que o colaborador entenda que hora extra não é salário e, deve ser feita em caso de eventualidades. Dessa forma, com consciência, todos ganham”, afirma Vanessa.

Outro exemplo que ela dá é sobre a visão que cada um tem sobre os benefícios oferecidos. “Eu amo minha família e já abri mão de grandes oportunidades de carreira para não ficar longe dela. Mas nem todo mundo tem a mesma visão e não existe certo e errado nisso. Para algumas pessoas, passar mais tempo na empresa é o mais importante e o home-office não interessa para elas. E isso precisa ser compreendido e respeitado”, afirma.

Fonte: Administradores

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