Nuvens de chuva sobre o Estádio Nacional de Tóquio, 23 de junho de 2021, a 1 mês antes da abertura da Olimpíada — Foto: Kiichiro Sato/AP

Medida para frear o contágio do vírus na capital japonesa foi declarada mais uma vez e durará até 22 de agosto. Jogos Olímpicos começam daqui a 15 dias.

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, anunciou nesta quinta-feira (8) que será declarado estado de emergência em Tóquio mais uma vez, diante do aumento de casos de Covid-19, e com isso a capital japonesa não terá público durante a Olimpíada.

Tamayo Marukawa, ministro da Tóquio 2020, afirmou que os organizadores dos Jogos concordaram em realizar o evento sem espectadores onde estiver sob estado de emergência.

Ele estará em vigor em Tóquio durante toda a Olimpíada, que começa daqui a 15 dias, e vai durar até 22 de agosto, afirmou Suga.

Hokkaido, Miyagi, Fukushima, Ibaraki e Shizuoka estão se preparando para receber espectadores nas competições que vão ocorrer nessas cidades, segundo a imprensa local, mas ainda não há confirmação oficial.

Adiados em 2020 por causa do novo coronavírus, os Jogos Olímpicos ocorrerão entre 23 de julho e 8 de agosto deste ano e os Jogos Paralímpicos, entre 24 de agosto e 5 de setembro.

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Diversas medidas de restrição são adotadas durante o estado de emergência, como o fechamento mais cedo de bares e restaurantes e a proibição de vender bebidas alcoólicas.

Na quarta-feira (7), a prefeitura de Tóquio já havia cancelado os eventos públicos de revezamento da tocha olímpica.

Variante delta

“Levando em consideração o impacto da variante delta — e para evitar que o ressurgimento de infecções se espalhe por todo o país —, precisamos intensificar as medidas de prevenção ao vírus”, disse o premiê ao anunciar o estado de emergência.

Yasutoshi Nishimura, ministro encarregado da gestão da pandemia no Japão, afirmou que a variante delta já representa cerca de 30% dos infectados e que “espera-se que este número vá continuar aumentando”.

Suga, no entanto, afirmou que o governo poderá suavizar as restrições “se os efeitos da campanha de vacinação forem claros e se assistirmos a uma melhora da situação” (veja mais abaixo sobre a pandemia e a vacinação no Japão).

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, em foto de 22 de janeiro de 2021 — Foto: Kazuhiro Nogi/AFP

Vacinação contra a Covid-19

Terceira maior economia do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China, o Japão é atualmente um dos países desenvolvidos com menos habitantes imunizados.

O país é o 10º que mais aplicou vacinas contra a Covid-19 até o momento (52 milhões), logo atrás da Itália (54 milhões) e à frente do México (47 milhões), segundo o “Our World in Data”.

Mas, proporcionalmente, o Japão aplicou apenas 41 doses a cada 100 habitantes, patamar similar à média mundial (42) e muito abaixo de países que são referência na vacinação contra o coronavírus.

Menos de 27% dos japoneses recebeu ao menos uma dose e só 8% está totalmente vacinada, números muito menores que os de Reino Unido (67% e 50%), EUA (54% e 47%) e até o Brasil (37% e 13%).

Movimento fraco em rua de Tóquio às vésperas dos Jogos Olímpicos, em foto de 27 de junho — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

Covid-19 no Japão

O Japão tem lutado desde o começo do ano contra novas ondas de infecções e teve dois picos de novos casos e mortes por Covid-19, um entre janeiro e fevereiro e outro em maio.

A média de óbitos por dia passou de 113 no fim de maio para 16 atualmente, e a de infectados, de 6,4 mil para 1,6 mil.

Apesar da vacinação lenta, o Japão registrou menos de 15 mil mortes e 812 mil casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia.

Fonte: G1 Globo

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