Aliado de recrutadores e headhunters na caça por talentos , o LinkedIn oferece um verdadeiro oceano de oportunidades profissionais. Porém, do ponto de vista do candidato, pode ser difícil se destacar da concorrência — ainda mais quando se lembra que a rede social é usada por nada menos que 30 milhões de pessoas só no Brasil.

O segredo para atrair o olhar das empresas está nos detalhes. Da sua foto — que pode aumentar em até 21 vezes a chance de clique — às palavras-chave do seu perfil, é importante gerir a sua presença na rede de forma minuciosa, diz Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação do LinkedIn para América Latina, em entrevista ao vivo a EXAME.

Para fazer um perfil que funcione como “ímã” de oportunidades de emprego, é fundamental entender o processo de recrutamento dentro da rede. O LinkedIn funciona, de certa maneira, como um “Google de candidatos”: o recrutador pode fazer pesquisas por termos específicos dentro do enorme banco de dados da plataforma.

Nessa busca, ele pode usar filtros como cargo, localização, habilidades, empregadores, ano de formação, instituições de ensino, entre muitas outras variáveis. Daí a importância de o candidato usar palavras-chave sobre si mesmo para rechear o seu perfil e, assim, ser mais facilmente encontrado.

Segundo Brunsizian, essa é a principal diferença entre o LinkedIn e o CV tradicional. “Quando você manda o currículo para alguém, essa pessoa já te encontrou e você já é visto como um bom candidato”, explica ela. “No LinkedIn, o processo é anterior a isso. Se você está procurando emprego, o seu exercício é ser encontrado, então a primeira pergunta deve ser: como alguém procuraria alguém como você?”.

A partir dessa pergunta, é possível traçar a melhor estratégia para ser visto por quem interessa. Além de ter um perfil completo e recheado com as palavras-chave corretas, também é importante se envolver com a comunidade em torno da sua carreira.

Uma das melhores formas de fazer isso é usar a ferramenta de publicação do LinkedIn, que permite que você escreva artigos ligados à sua área de atuação e eventualmente até se torne uma referência no seu mercado.

“Você pode transformar o seu perfil em um blog pessoal, com menos esforço do que teria com um blog pessoal, porque você já começa com 30 milhões de pessoas no Brasil que já estão dentro da rede”, diz Brunsizian. “O que funciona muito é fazer relações entre coisas que acontecem no mundo e o mercado de trabalho, como a mudança do Neymar do Barcelona para o PSG, que inspirou muitos textos interessantes sobre decisões de carreira”.

Segundo ela, o usuário que publica textos na rede social tem a chance de chegar a um número enorme de pessoas e criar uma comunidade em torno da sua marca profissional.

Fonte: EXAME

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