O Exame Nacional do Ensino Médio é uma prova complicada: são 180 questões divididas em dois dias, mais uma redação. Como se não bastasse encarar a pressão do vestibular (e chegar com antecedência para não dar sopa pro azar), ainda é preciso saber que o Enem conta com um sistema para identificar se você chutou alguma resposta.

Pois é: se você não entender alguma questão, mas contar com uma ajuda sobrenatural para arriscar a respostar certa, o sistema de correção da prova conta com uma ferramenta, chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI), capaz de diminuir os pontos pelo seu chutaço.

O G1 consultou um especialista no assunto para explicar como a TRI funciona: basicamente a prova é dividida entre questões fáceis, médias e difíceis. Se o candidato não tiver uma boa pontuação entre as perguntas fáceis, a TRI pode considerar que seus acertos nas questões mais complexas foram resultado de chutes.

Para entender isso, vale lembrar que no Enem nem sempre uma resposta certa equivale a 1 ponto a mais em sua avaliação, já que as questões têm pesos diferentes. Então, quando a TRI identifica um acerto como fruto da sorte, ele diminui a pontuação concedida ao candidato – mas chutar certo ainda é melhor do que errar, é claro.

Então a conclusão não é tão diferente do que se pensa mesmo sem conhecer a Teoria de Resposta ao Item: o Enem é uma prova longa e cansativa. É preciso prestar atenção o tempo todo para não errar questões fáceis e prejudicar o cálculo de sua nota, mas, se encontrar uma pergunta muito difícil, não custa nada tentar eliminar as alternativas mais improváveis e contar com a sorte para mandar bem no chute.

Fonte: Hypeness

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