O Brasil está passando por um momento econômico e político extremamente difícil. Acredita-se ser a mais longa e intensa recessão vivida pelo país, nos últimos 20 anos, e, em consequência disso, o desemprego marca números alarmantes. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, só no primeiro trimestre de 2017, 13,5 milhões de brasileiros perderam o trabalho.

Muitos desses desempregados, na tentativa de deixar de ser um destes números estatísticos, vêm se valendo de uma técnica – não muito bem vista pelos recrutadores – para voltar ao mercado: o rebaixamento de currículo. Na ânsia de conquistar uma vaga, profissionais bem qualificados estão omitindo habilidades e experiências para se encaixar em posições que não estariam de acordo com o seu potencial. Mas, a tática pode funcionar como um ‘tiro no pé’ desse candidato.

Muita habilidade X pouco espaço

As empresas costumam não arriscar a contratação de um candidato mais habilitado do que o necessário para determinada vaga para se proteger. Este contratado pode mudar de emprego tão logo apareça uma oportunidade melhor, deixando o contratante ‘na mão’. Outro receio, por parte das corporações, é de que este profissional fique desmotivado, como explica a analista de carreiras do Grupo SER, Luana Azevedo: “Quando o profissional é selecionado para uma vaga inferior ao que ele está qualificado, as atividades que ele irá exercer não trarão motivação para produzir, pelo fato de estar abaixo de suas competências. Muitas vezes, isso cria um comodismo e pode congelar seus conhecimentos para lá na frente galgar novas oportunidades que conduziriam com suas habilidades.”

Currículo não é tudo

Para o profissional que está disposto a se aventurar numa vaga para a qual ele tem mais a oferecer do que receber, o diferencial é entender que, para o sucesso num processo seletivo, o currículo não é fator determinante. Durante a entrevista, sua desenvoltura, carisma, poder de comunicação e apresentação, entre outros fatores, podem contar positivamente. O recrutador estará avaliando todos os detalhes, para além das informações constantes no seu resumo profissional e, com uma boa conversa, o sucesso pode ser garantido. A consultora Luana dá outra dica: “As pessoas vem buscando diferentes vagas em uma mesma área e é importante que eles criem currículos distintos para cada área que eles se candidatam.”

Currículo rebaixado, não;  enxuto, sim.

Sinceridade é uma característica bem vista pelos contratantes, portanto, omitir informaçõesimportantes no currículo não é uma estratégia inteligente. Ao invés de simplesmente apagar itens do seu histórico profissional, o mais indicado seria ‘enxugá-lo’. Corte cursos e experiências muito antigas ou que não aparentam ter tanta relação com a vaga em questão. Um currículo objetivo pode te ajudar a conquistar o recrutador poupando-lhe tempo e informando-o sobre o que é, de fato, necessário saber.

Flexibilidade importa

A entrevista de trabalho é o momento para deixar claro quem você é e o que pretende. Se você está disposto a assumir uma posição não condizente com suas habilidades profissionais, esclareça isso ao recrutador. “A Melhor escolha a ser tomada é jogar limpo sempre. Mesmo com uma extensa bagagem de conhecimento e experiência, é importante fazer uma reflexão de como me vejo para aquele desafio. Encarar o momento de maneira transparente mesmo que isso signifique um salário menor. E acredito que quando o profissional não foca tanto no salário inferior e sim em se adaptar ao novo, isso o ajuda a se desafiar e saber tirar experiência de mais um novo aprendizado.”, diz Luana. Demonstrar sua vontade de trabalhar e integrar a equipe nova pode ser um diferencial. Profissionais flexíveis costumam ser muito bem vindos nas corporações.

Fonte: Ser educacional

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