Um bom começo é entender qual o perfil as empresas estão buscando e fazer uma autoavaliação a fim de aproveitar melhor as oportunidades que possam surgir.

Desde o início desse ano, muitas empresas estão reduzindo seu quadro de colaboradores, fechando filiais e, consequentemente, a oferta de vagas também sofreu uma queda considerável. Além disso, o envio de currículos para empresas de consultoria aumentou e, diante desse cenário, destacar-se em um processo seletivo pode garantir a vaga dos sonhos e certa estabilidade em meio a tantas incertezas.

Não há, de fato, dicas que funcionem para todas as pessoas ou em todos os processos seletivos, como uma receita de bolo a ser seguida. Um bom começo é entender qual o perfil as empresas estão buscando e fazer uma autoavaliação a fim de aproveitar melhor as oportunidades que possam surgir.

Diante disso, deixo cinco principais conselhos:

1 – O seu currículo deve ser personalizado para cada vaga, incluindo no campo “Objetivo” qual a sua vaga de interesse;

2 – Dê atenção à sua vestimenta e vá vestido de forma adequada à cultura da empresa. Se for mais simples, poderá causar um distanciamento indo de terno;

3 – Não passe despercebido. Você precisa se destacar, de alguma forma, para ser lembrado;

4 – Dê exemplos de indicadores de resultados alcançados e contribuições relevantes, para mostrar seu diferencial;

5 – Fique atento à imagem que possui na internet, mais de 80% dos recrutadores consultam as redes sociais para buscar mais informações sobre os candidatos. E, acreditem, muitos são reprovados neste momento!

Nesse contexto, o conhecimento técnico, que já foi unicamente valorizado e mensurado, passou a ser secundário na maioria dos processos, ganhando maior relevância os aspectos comportamentais. Ou seja, não basta ter somente uma boa experiência, se não tiver, em seu repertório, habilidades e atitudes para um melhor desempenho na função. Por exemplo, para assumir um cargo na área de vendas, a pessoa precisa ter o famoso “brilho nos olhos” pela área comercial, além de comprovar as competências de comunicação, proatividade, relacionamento interpessoal, conhecimento do mercado, ética, foco em resultados e no cliente, negociação etc.

Quando digo “comprovar as competências” que acabo de mencionar acima, me refiro a algo além do mero “Ctrl C + Ctrl V” no currículo. Um bom processo seletivo realiza entrevistas por competência, cuja premissa básica é de que comportamentos passados, predizem o comportamento futuro em situações semelhantes.

Portanto, se um candidato possui em seu histórico evidências das competências exigidas pela vaga, citando exemplos vivenciados, com contexto, ação e resultado (CAR), podemos pressupor que, no novo emprego, ele tende a se comportar da mesma maneira, alcançando retornos positivos, tanto para a organização, quanto para si. Um exemplo desse tipo de pergunta é: “Conte-me sobre algum resultado significativo que tenha alcançado em seu último trabalho, que tenha ultrapassado as suas expectativas”. Esse tipo de ferramenta possibilita, sobretudo, minimizar os aspectos subjetivos associados à interpretação de uma entrevista.

Vale lembrar que hoje não procuramos somente “a pessoa certa” e sim, “a pessoa certa para a empresa certa”. Por isso, é importante pesquisar sobre a cultura da empresa para identificar se você compartilha dos mesmos valores, antes de aceitar um convite para participar de uma seleção.

Em resumo, um processo seletivo nada mais é que a comparação do perfil dos candidatos com o perfil da vaga, e, neste contexto, fica com o emprego aquele que tiver maior compatibilidade!

Por Simone Bonfim Jaime / Fonte: Administradores.com

Simone Bonfim Jaime é professora de “Seleção de Talentos por Competência” no MBA Gestão de Pessoas por Competências, Indicadores e Resultados do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), www.ipog.edu.br.

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