Imagine que seu chefe leia o seguinte trecho, exposto em uma palestra ou em um e-mail:

“No caso de que apenas as Empresas ingerisse os assuntos de ordem privada, ainda assim quem se encarregaria de ver cumprido os interesses da população?”

“Se as Empresas gerissem apenas os assuntos de ordem privada, quem se encarregaria de ver os interesses da população cumpridos? Somente o Governo, sem quaisquer Empresas?”

À situação de condição, os conectivos podem ser “no caso de”, “se”, “caso”, “desde que” e tantos outros.

Dada a devida atenção à concordância entre “as Empresas” e o verbo “gerir”, é preciso também destacar a colocação pronominal antes do verbo “encarregar”.

Por mais que o futuro do pretérito e o futuro do presente, do modo indicativo, indiquem a mesóclise “encarregar-se-ia”, o termo “quem” determina que “se” venha antes do verbo. Palavras indefinidas, negativas, indicam os oblíquos átonos antes do verbo.

Esta concordância é muito importante na mensagem: “os interesses da população cumpridos”, no masculino e no plural.

Com o avanço das Mídias Sociais, com o aumento das entrevistas por vídeo no mundo corporativo, é preciso dar muita atenção à imagem pessoal e ao conhecimento gramatical. Ser estrategista – no falar e no escrever bem – é minimizar (e até mesmo extinguir) quaisquer crises.

Como diz o executivo e palestrante Edgar Ueda:

“Um profissional nexialista (qualidade do inquieto e curioso) destaca-se em tudo o que faz.”

Esse ser nexialista, alguém corajoso e criativo, tem cuidado no uso das palavras.

Fonte: EXAME

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