Veja sete conversas difíceis (mas necessárias) para ter com o chefe:

Você está sofrendo assédio: quando a brincadeira dos colegas incomoda de tal maneira que você não consegue mais levar na esportiva, chegou a hora de falar com o chefe. Antes disso, o psicólogo José Henrique Pontes de Camargo, diretor do Grupo Elithe, empresa especializada em recrutamento e gestão de pessoas, em São Paulo, aconselha a falar com o assediador de maneira franca. “Caso você já tenha feito isso, apresente alternativas e sugestões para o chefe. Não se coloque no papel de vítima. Procure ser racional e objetivo, pois essa é a linguagem que cabe entre dois profissionais”, afirma ele. Para a coach Claudia Klein, a pessoa deve tentar, antes de abrir a situação para o gestor, consultar o código de ética da empresa, para verificar como esses casos são tratados na instituição.

Namorando algum colega: se não houver uma regra clara na empresa sobre isso, José Henrique Pontes de Camargo, psicólogo e diretor do Grupo Elithe, afirma que será um ponto a seu favor se a novidade sobre o relacionamento chegar aos ouvidos do chefe por você. “Converse. Procure ser o mais amigável possível. Evite postura do tipo “ninguém tem nada a ver com isso””

Quando seu chefe te maltrata: para a coach Claudia Klein, um ambiente de trabalho deve ser mantido com respeito, e isso é tarefa de todos, principalmente dos gestores, que devem agir como espelhos da organização. Quando o respeito faltar, chame o superior para uma conversa individual. “Use seus valores como base da sua argumentação e explique como se sente quando ele te trata dessa forma. Diga como prefere ser tratado e agradeça”, afirma

Dizer que você recebeu uma proposta em outro lugar: as especialistas em carreira Claudia Klein e Liamar Fernandes concordam que essa situação só deve ser levada ao chefe quando a sua escolha já estiver resolvida e a nova proposta garantida. Caso queira falar sobre o assunto visando uma contraproposta do atual gestor, tome cuidado, pois é uma situação de risco. “Se já ponderou os prós e contras, explique sua decisão e cuide para fechar bem as portas”, afirma Claudia. Se você tem a intenção de ficar na empresa atual, se a proposta for coberta, diga isso objetivamente, mas nunca em tom de ameaça

Reclamar das condições de trabalho: de acordo com a coaching Liamar Fernandes, ao abordar um assunto como esse, o melhor é iniciar a conversa munido de sugestões para solucioná-lo. “Mostre que a empresa também pode perder com as condições ruins de trabalho e não fale apenas do lado dos funcionários. Argumente de modo que o gestor entenda que, nessa situação, todos perdem: colaboradores e organização” explica

Prazo vencido de trabalho: essa é uma situação que deve ser evitada ao máximo. Mas, segundo a especialista em carreira Claudia Klein, se você perceber que não será possível cumprir o prazo combinado, antecipe-se e não deixe o limite se esgotar. “É melhor ser sincero e explicar para seu gestor a situação. Proponha soluções, como dividir o trabalho em etapas e entregar aos poucos, caso seja esse o problema. E, da próxima vez, comprometa-se com prazos viáveis e planeje-se melhor para cumpri-los”

Pedir folga: “Seja direto, negocie e aja com franqueza. Evite pressionar seu superior, pois é uma negociação e exige empatia e jogo de cintura. Provavelmente, o chefe vai pedir algo em troca, como mais dedicação e cumprimento de prazos, mas nada fora do normal”, diz José Henrique Pontes de Camargo, psicólogo e diretor do Grupo Elithe. Para Liamar Fernandes, da SBC (Sociedade Brasileira de Coaching), de todas as situações, essa é a mais simples. “Se a folga em questão for uma compensação por feriados ou finais de semana trabalhados, escolha uma data para se ausentar e converse”, afirma.

Por Thais Carvalho Diniz / Fonte: UOL

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