Identifique o tipo de chatice do seu líder e aprenda a contornar o desconforto de lidar com um chefe inconveniente

Por Bárbara Ladeia

Todo mundo já teve – ou ainda terá – um chefe chato. Pode ser o ansioso, o exigente demais ou aquele que só aparece na hora de receber os elogios. Nem sempre é fácil lidar com eles.

Segundo Felipe Brunieri, especialista em recrutamento da Talenses, esse é um dos principais motivos para profissionais dos mais variados níveis hierárquicos desistirem da empresa onde trabalham. “Uma das principais causas de frustração está na relação entre empregado e gestor”, diz.

Para ajudar na hora de domar a fera, Brunieri diz começar pelo estilo de chatice do gestor. “Eu sempre tento essa pergunta sobre o tipo de gestão, para saber como o chefe pensa e como lidar com isso.”

Confira os tipos de chatice do chefe e os melhores antídotos para lidar com eles, segundo Brunieri.

1 – Controlador

O controlador é aquele que não delega nada nem compartilha conhecimento – por falta de confiança ou por insegurança acaba concentrando tudo em suas mãos e frustra a equipe.

Antídoto: “Se mantenha informado de tudo e reporte tudo o que você está fazendo no dia a dia. Mostre o seu trabalho e ele ficará confortável e tranquilo. Se houver dúvidas, pergunte e mostre para ele o quanto confia no trabalho.”

2 – Ansioso

O ansioso, por sua vez, delega, mas fica o tempo todo cobrando. A cada dez minutos pergunta se as coisas estão prontas ou se vão ficar a tempo. Ele é desconfiado e impaciente, tudo é para ontem

Antídoto: “Mantenha o chefe próximo e procure fazer com que ele decida as suas a prioridades.”

3 – Militar

Inflexível, adora ditar regras e normas. Muito rígido e severo não deixa ninguém participar das decisões, apenas dispara ordens.

Antídoto: De uma maneira bem sutil perceber se existe insatisfação, ele tem de perceber que você não concorda com atitude ou com a forma falar. Começa a opinar, tem de sentar junto e pontuar que não se sente confortável e embasar o que falar. O que mais importa é como e quando vai falar.

4 – Inconstante

O inconstante não sabe o que quer. Hoje ele pede um serviço, amanhã a prioridade é outra e depois de amanhã, quem sabe? As opiniões – e os humores – mudam com a mesma frequência.

Antídoto: “O inconstante é mais difícil, porque se ele é assim no trabalho ele é assim na vida pessoal. Procure documentar pedidos e opiniões por e-mail ou por relatório. Uma vez que ele mudou de opinião, vá com bastante calma e reapresente o ‘documento’.”

5 – Ausente

Se você olha para cima e sabe que não tem com quem contar, saiba que tem um chefe ausente. Usualmente, ele não compra a ideia da equipe, não faz os colegas interagirem e se enche de reuniões fora para não ser achado.

Antídoto: “Ele geralmente não faz questão de estar no cargo, então é preciso construir uma relação saudável e compartilhar das decisões com ele. É importante mostrar para ourras pessoas que ele é o responsável pela área.”

6 – Amigão

Se seu chefe é seu amigo que acaba confundindo o lado pessoal com o profissional, muito provavelmente ele é bastante emotivo nas tomadas de decisão e acaba prejudicando a equipe, mesmo conduzindo um bom ambiente de trabalho.

Antídoto: “Esse amigo é tão aberto e fica tão à vontade que um café sincero resolve. Apele para o lado afetivo e emotivo, explique que discordar dele não tem nada a ver com gostar ou não da amizade, mas da condução do caso.”

7 – Perseguidor

Nunca nada está bom para o perseguidor. Ele manda refazer os trabalhos mas não dá direção. Só critica – por a mão na massa que é bom, nada. Importante para ele é fazer com que o funcionário tenha a autoestima baixa e não se sinta importante para a equipe.

Antídoto: “Se você perceber que o perseguidor tem algum prolema pessoal, ou o santo não bate, não tem como combater. Vai gastar energia à toa, melhor trocar de trabalho. Mas se você notar que há insegurança, que ele teme que você tome o lugar, mostre o quanto acredita na liderança dele. Ele ficará tranqüilo e seguro com a sua confiança.”

8 – Preguiçoso

Pouco comprometido, o desleixado até vai trabalhar, mas, no fundo, ele não está ali. Mais manda fazer do que faz, gosta do status e não chegou lá por mérito. Usa o que a equipe faz em favorecimento próprio, como se ele mesmo tivesse feito ou liderado.

Antídoto: “Documente-se sobre as responsabilidades do projeto e principalmente, é importante tentar se envolver com outras pessoas da empresa para mostrar que aquele trabalho não veio do gestor mas da participação da equipe. Só tome cuidado para não passar por cima da hieraquia.”

Fonte: iG

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