No mês passado, foram abertas 123 mil vagas de emprego formais. No acumulado de 2014, criação de vagas recuou 31,6%, diz governo.

Por Alexandro Martello

O Brasil criou 123.785 empregos com carteira assinada em setembro, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (15). Foi o pior resultado para um mês de setembro desde 2001, quando foram criadas 80.028 novos postos.

O número também representa uma queda de 41,35% frente ao mesmo período de 2013, quando foram abertas 211.068 vagas formais, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O Ministério do Trabalho começou a divulgar dados do tipo em 1992.

Na avaliação do ministro do Trabalho, Manoel Dias, o resultado de setembro foi um “sucesso”. Ele declarou que há uma “má vontade” de dizer que os números são negativos. “Eles são positivos. São 123 mil novos empregos. O Banco Mundial levantou que há 100 milhões de trabalhadores desempregados na Zona do Euro. O mundo desemprega 900 milhões de trabalhadores. Está tudo para baixo no mundo inteiro”, declarou.

O ministro disse ainda que não haveria onde “colocar” mais trabalhdores. “Não estamos vivendo pleno emprego? Se gerássemos 200 mil empregos, não tínhamos onde colocar. A tendência natural é que, a cada ano, vá diminuir a necessidade de novos empregos. Geramos 22 milhões de novos empregos em dez anos. Isso vai suprindo a demanda e as necessidades”, afirmou Manoel Dias.

Apesar do fraco resultado em setembro, os dados do governo mostram que a indústria de transformação voltou a contratar no mês passado, após cinco meses de demissões. No último mês, a indústria contratou 24.837 trabalhadores com carteira assinada.

Acumulado do ano

De janeiro a setembro deste ano, foram criados 904.913 empregos formais, com queda de 31,6% frente ao mesmo período do ano passado, que registrou 1,32 milhão de vagas.

Este é o pior resultado para os nove primeiros meses do ano, pelo menos, desde 2004, quando começa a série histórica ajustada disponibilizada pelo Ministério do Trabalho.

Os números de criação de empregos formais do acumulado de 2014, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de agosto). Os dados de setembro ainda são considerados sem ajuste.

O Ministério do Trabalho informou que sua expectativa para a criação de empregos com carteira assinada neste ano foi mantida em 1 milhão de vagas.

Segundo o ministro Manoel Dias, a criação de empregos formais no mandato da presidente Dilma Rousseff vai “beirar” seis milhões de vagas. Até setembro deste ano, foram gerados 5,78 milhões de empregos formais.

Setores da economia

Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços liderou a criação de empregos formais nos nove primeiros meses deste ano, com 566.112 postos abertos, contra 547.649 no mesmo período do ano passado. O setor inclui trabalhadores como médicos, vendedores de lojas, manicures, corretores de imóveis, garçons e motoristas.

A indústria de transformação, como as refinarias de petróleo, foi responsável pela contratação de 55.479 trabalhadores com carteira assinada no mesmo período. De janeiro a setembro do ano passado, ela abriu 280.427 vagas. O resultado até setembro deste ano foi o pior, pelo menos, desde 2004.

A construção civil, por sua vez, registrou a abertura 99.564 trabalhadores com carteira assinada de janeiro a setembro deste ano, contra 202.633 vagas no mesmo período de 2013. Já o setor agrícola gerou 110.519 empregos nos nove primeiros meses deste ano, contra a abertura de 124.249 vagas no mesmo período de 2013.

O comércio, por sua vez, registrou a abertura de 36.984 vagas formais de janeiro a setembro deste ano, contra 118.638 vagas abertas nos nove primeiros meses de 2013.

Regiões do país

Segundo números oficiais, o emprego formal cresceu em todas as regiões do país nos nove primeiros meses deste ano. No período, a Região Sudeste abriu 414.760 empregos com carteira assinada e a Região Sul, 209.276.

A Região Centro-Oeste foi responsável pela abertura de 123.009 postos formais de emprego de janeiro a setembro deste ano, enquanto que a Região Norte teve a abertura de 50.062 postos de trabalho com carteira assinada. A Região Nordeste, por sua vez, registrou a abertura de 107.806 empregos com carteira nos nove primeiros meses deste ano.

Fonte: G1 

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