A taxa de desocupação no país de 4,8% em janeiro, 0,5 ponto percentual maior que a de dezembro de 2013, quando marcou 4,3%,é resultado principalmente da dispensa dos empregados que trabalharam em contratos temporários durante o período das festas de fim de ano.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta-feira (20) a Pesquisa Mensal de Emprego, 217 mil pessoas deixaram de trabalhar em janeiro. Somente o comércio dispensou 105 mil trabalhadores no mês.

“O aumento do desemprego observado em janeiro está relacionado à dispensa de trabalhadores temporários, principalmente nas regiões metropolitanas de Recife e São Paulo, o que contribuiu”, explicou Adriana Araújo Beringuy, técnica da Coordenadoria de Emprego e Renda do IBGE.

No Recife, a taxa de desemprego, que em dezembro de 2013 marcou 5,9%, fechou janeiro em 7,4%, alta de 1,5 p.p., o que significa que 38 mil pessoas perderam emprego no mês. Já em São Paulo, a desocupação, que em dezembro foi de 4,4%, chegou a 5% em janeiro, alta de 0,6 p.p., com 75 mil demitidos no mês.

“Em São Paulo de fato teve aumento do desemprego. A dispensa no comércio nem foi muito significativa, mas percebe-se mais pressão sobre o mercado mesmo, pessoas buscando emprego. Em São Paulo, o que pressiona mais a taxa é o aumento da procura por um posto de trabalho”, disse a técnica, referindo-se ao aumento da população desocupada na região, uma variação de 14,9% em relação a dezembro de 2013. A população desocupada, segundo o IBGE é aquela que não trabalha e está à procura de um posto.

Menor taxa para janeiro
Já na comparação com janeiro de 2013, a população desocupada caiu 12,6%, significando um universo de 168 mil pessoas. Com isso, a taxa de desocupação do país de 4,8% foi a menor apurada num mês de janeiro desde o início da série história da pesquisa, em março de 2002 – em janeiro de 2013 a taxa foi de 5,4%.

Mas, segundo a técnica do IBGE, essa baixa taxa de desocupação não significa que essa população foi totalmente alocada em postos de trabalho. Ao contrário, enquanto 168 mil pessoas deixaram de fazer parte da  população desocupada em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2013, por outro lado, a população inativa, aquela que não trabalha nem procura emprego, aumentou em 675 mil pessoas, na mesma base de comparação.

Para a Adriana, pode significar que muitas pessoas sem emprego resolveram em janeiro adiar o início da busca por um posto de trabalho, pressionando menos o mercado.

“A redução na taxa de desocupação em relação a janeiro de 2013 está provavelmente relacionada à queda na procura de trabalho, associada ao adiamento que pessoas fazem em janeiro. A procura por emprego é adiada para os próximos meses”, disse ela.

Mudanças na pesquisa
No dia 17 de janeiro, o IBGE divulgou os primeiros resultados da nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Enquanto a PME pesquisa a cada mês a situação do mercado de trabalho em seis regiões metropolitanas (Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador), a Pnad Contínua vai mostrar o cenário do emprego a cada três meses em 3.500 municípios em todas as regiões do país, incluindo áreas rurais, em um total de 211.344 domicílios visitados.

A PME será realizada somente até dezembro deste ano, quando será extinta. Segundo o coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo, o instituto ainda estuda se a Pnad continuará em 2014. Isso porque a coleta de dados se daria ao mesmo tempo da realização da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), a partir de outubro.

No segundo trimestre de 2013, a Pnad Contínua mostrou um desemprego maior que o calculado pela PME.

Fonte: G1

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