Em um contexto de crise, apostar em um pedido de aumento pode soar um movimento tão ousado quanto arriscado. Mas, em determinadas situações, o risco tomado acarreta oportunidade, segundo o especialista em carreiras, Ricardo Haag.

“Muitas empresas estão percebendo um fim de ano difícil em termos de resultados, o que faz com que profissionais não se sintam confortáveis para negociar salário. Mas, mesmo assim, não é um assunto proibido”, diz.

A negociação é cabível, sobretudo, para aqueles que, com as reduções de equipe, acumularam funções, atingiram resultados acima da média e, mesmo assim, seguem com remuneração abaixo da média do mercado. Somados, estes três fatos – embasados por números e cifras – são as provas mais contundentes que o profissional tem à mão para demonstrar que pode e deve receber um salário maior.

Dado o cenário ideal para o desenrolar da negociação, Haag cita alguns passos certeiros rumo a um salário maior.

1. Converse antes com seu chefe direto

“É o chefe direto o principal patrocinador do pedido já que é ele quem vai defender ou não o reajuste perante o RH da empresa”, diz Haag.

A ele devem ser apresentadas as tais provas contundentes citadas. Mas, antes de colocar à mesa seus resultados, tenha certeza de que são, mesmo, acima do esperado.

2. Sem pressão

Não respeitar o momento da empresa, caso ele seja de demissões e cortes de custo, é um erro tão grave quanto adotar uma postura arrogante ou fazer pressão. Lembre-se, humildade é a chave do cofre.

Se a situação é de tormenta nas finanças, a conversa deve ganhar contornos mais sutis, segundo o especialista. “Pode ser uma oportunidade de pedir apenas para ser lembrado quando as coisas melhorarem”, diz.

3. Discrição

Se o assunto é polêmico por si, em época de crise, há que se ter ainda mais cuidado com a discrição. “O profissional não deve compartilhar com seus colegas a intenção de aumento para evitar desconforto na equipe”, diz Haag.

4. Com o “sim” ou o “não” a postura não muda

Se mesmo contra fatos houver argumentos – e eles estiverem ancorados na total impossibilidade de justificar um aumento de custos – o rendimento no trabalho não deve ser maculado pela sua frustração.

É que, segundo Haag, uma queda de rendimento associada ao pedido negado vai pesar contra uma possível revisão salarial no futuro, quando a situação econômica da empresa melhorar.

Adapte-se hoje tendo em vista a sua vontade – se for genuína- de continuar trabalhando lá e, assim, garanta a confiança e o apoio do seu chefe para a sua reivindicação. “Pode ser a hora certa para entender, por exemplo, o acúmulo de funções como acúmulo de créditos”, diz o especialista.

Fonte: Exame.com 

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