Principal porta de entrada de grandes empresas a jovens sedentos por desenvolvimento e ascensão profissional, programas de trainee têm seleções para lá de concorridas. Centenas e até milhares de candidatos chegam a disputar uma só vaga, em empresas como Sistema Ari de Sá, Embraco, Whirlpool, BRMALLS ou Ambev.

Geralmente focado em formar líderes, os programas precisam de pessoas que possam assumir responsabilidades, segundo Luís Fernando Martins, diretor da Hays Response, justamente, porque é esperado que eles fiquem e cresçam na empresa.

Além dessa característica, outros aspectos são muito valorizados e, por isso, se repetem no perfil dos aprovados:

1. Falar inglês

Universidades e faculdades com boas avaliações chamam a atenção, mas não é regra. No processo seletivo da 3M, por exemplo, não há filtro por universidade,segundo garantiu o diretor de RH, Fernando do Valle, em entrevista a Exame.com. O mesmo vale para a seleção de trainees do Santander, de acordo com VP de recursos humanos do Santander, Vanessa Lobato.

“No entanto, ter inglês fluente é um requisito muito importante e que pode eliminar candidatos que estudaram em boas faculdades”, diz Martins. Para fluentes no idioma, ele indica investir em espanhol como maneira de garantir um diferencial competitivo.

2. Ter experiências internacionais

“Não é necessário ter morado no exterior, mas experiências internacionais, mesmo que não sejam na mesma área de atuação, contam pontos”, diz o diretor da Hays Response.

Além do aprendizado de um segundo idioma, o contato com pessoas de outras culturas, uma das preciosidades que um intercâmbio proporciona, também é visto com bons olhos, sobretudo em empresas multinacionais em que a diversidade é um valor importante.

3. Atividades extracurriculares

Para se destacar da multidão a ponto de ser escolhido entre tantos candidatos é preciso ir além, sair do protocolo, de acordo com o diretor da Hays Response.Trabalhos voluntários, atividades artísticas, esportes são exemplos de atividades extras que podem enriquecer o currículo de um jovem.

A pesquisa Talentos do Futuro, realizada pela consultoria Seja Trainee, com 465 jovens das 20 universidades que mais fornecem trainees para o mercado indica que 42% dos participantes fizeram trabalho voluntário e 38%, iniciação científica. Experiência em empresa júnior também está em um terço dos currículos dos jovens trainees, segundo o levantamento.

Além dessas atividades, 11% dos entrevistados pela consultoria disseram ter participado do centro acadêmico de suas faculdades e 7% eram membros da organização internacional de estudantes AIESEC.-

4. Compartilhar valores com a empresa

Uma das tendências dos processos seletivos deste ano é avaliação de alinhamento cultural logo nas etapas iniciais. Mostrar que partilha dos valores da empresa é essencial para ser aprovado, segundo Martins.

Francisco Cuesta, vice-presidente de Recursos Humanos da Samsung América Latina, diz também que o aspirante a trainee preciso ter clareza do segmento que quer trabalhar. A Samsung está redesenhando seu programa de trainee, principal porta de entrada para jovens na empresa, segundo Cuesta, e há a possibilidade de abrir inscrições ainda neste ano.

Participar ao mesmo tempo de seleções para empresas de varejo, setor financeiro, de alimentos e de tecnologia indica, na opinião do dos dois especialistas, falta de coerência. “ Não seria possível um candidato ter perfil para muitas multinacionais ao mesmo tempo”, diz Martins.

De 20 seleções, escolha duas ou três, aconselha o VP de RH da Samsung. “Indico aos candidatos que conheçam, se informem e venham integralmente participar do processo seletivo”, diz Cuesta.

5. Dominar eloquência e oratória

A etapa mais desafiadora dos processos, muitas vezes, é a de painel, com a apresentação de um case de negócios. Nessa fase se destacam aqueles com boas habilidades de comunicação, de acordo com os especialistas.

Estilo de apresentação e a defesa dos argumentos são aspectos avaliados pelos executivos da Samsung. “ Espera-se que o jovem tenha mínima competência de negociação e também de suportar pressão já que os avaliadores fazem perguntas desconfortáveis nesse momento justamente para analisar a reação dos jovens”, diz Cuesta.

Fonte: Exame.com 

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