A falta de atenção, o uso do celular e falar mal do último emprego são alguns dos maiores erros que o candidato comete na hora de ir atrás de uma nova vaga. A Sala de Emprego desta segunda-feira (24) foi buscar ajuda para quem está fazendo várias entrevistas e não consegue o emprego. Em muitos casos, o a pessoa pode nem saber que está errando.

O Jornal Hoje foi perguntar a algumas agências quais são os comportamentos que elas reprovam e também quais são as perguntas que elas mais fazem aos candidatos.

Confira algumas dicas de como se comportar em uma seleção de emprego:

– O candidato não deve usar boné;
– Os homens têm que aparar a barba e evitar bermudas, tênis e chinelos;
– As mulheres têm que usar pouca maquiagem;
– Não usar vestidos, blusas e saias agarradas ao corpo e perfumes fortes
– Não usar o celular
– Evitar balançar os pés (isso pode demonstrar ansiedade);
– Evitar ruzar os braços (é sinal de poucos amigos).

Perguntas mais comuns feitas aos candidatos:

– Por que você quer trabalhar nessa empresa?
A ideia aqui é deixar claro que você conhece a história, o serviço ou o produto da empresa. A dica é chegar cedo à entrevista. “Esperar, estar na recepção é bem importante pra também ter um olhar de que empresa ele está indo trabalhar. Você percebe o clima e o ambiente”, afirma Márcia Almstrom, diretora de RH da Manpower Group.

– Como você chegou até aqui na carreira?
“É importante você ser sucinto, ser bastante objetivo, sem tirar nenhuma etapa importe da sua carreira”, orienta Márcia.

– Quais foram os resultados do seu trabalho para as empresas? 
As empresas buscam pessoas que transformem e tragam resultados.

– Por que você saiu do último emprego?
“Existem vários aspectos importantes que você pode estar buscando na mudança de emprego, um deles é o segmento. O outro aspecto é você mencionar que busca mais desafios, que já busca uma posição com uma responsabilidade maior”, explica a especialista.

O que você gosta de fazer quando está fora do trabalho?
A empresa quer entender quem é você. Fale sobre passatempos, viagens e família.

O Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) também separou as duas perguntas que mais confundem os candidatos: Quais são as suas qualidades? Em que você pode melhorar? “Quando a gente fala qualidade, a gente fala qualidade mesmo do profissional, sou esforçado, proativo, comunicativo, tenho iniciativa. E qual o ponto a melhorar, as pessoas travam, porque é difícil falar de mim mesmo”, afirma a selecionadora Graziela Barreto.

Confira outras perguntas comuns:

Segundo a Luandre:
Como é a sua estrutura familiar? Com quem mora, o que estas pessoas fazem? Como avalia a oportunidade oferecida?

Segundo a Robert Half:
O que faz você avaliar novas oportunidades hoje? Qual é o seu pacote salarial atual e qual é a sua pretensão?

Segundo a Catho:
Quais são seus objetivos em curto prazo? E em longo prazo? O que procura num emprego?

A importância do currículo
Seguir essas dicas não adianta nada se o candidato não tiver um currículo bem feito. Não é difícil fazer um que atraia o selecionador, basta seguir algumas regras.

“A minha dúvida era como começar a montar o currículo. Se eu começava com a escolaridade, com o objetivo ou as certificações”, questiona o jovem aprendiz Alber Aguiar. A gerente de desenvolvimento de carreiras, Mariana Torres, explica o que fazer nesse caso: “Você começa o seu currículo com os seus dados pessoais, bem objetivo: nome, idade, seu endereço, seu email e telefone de contato. Depois, você vai colocar o seu objetivo profissional, depois vem a escolaridade”.

Não é preciso escrever demais. O currículo é o cartão de visita e tem que ter, no máximo, duas páginas. Duas páginas é para um profissional de muita experiência. Quem está começando vai ter uma página só, para o recrutador bater o olho, entender a qualificação, entender o que o candidato quer e poder chamá-lo. As informações tem que ser verdadeiras, sucintas e objetivas.

A dúvida de Wendy Gama, jovem aprendiz, é se ela deve colocar foto no currículo. Mariana orienta: “A regra é não colocar foto, apenas se a empresa pedir. Se for solicitado na vaga, na hora que você entregar ou na hora que ela tiver divulgado na internet, coloque a foto. Muito importante: a foto tem que ser 3×4, não pode ser selfie, aquela foto da rede social, que a gente ficou bonitinho e recorta o nosso rosto, nem pensar”.

Outra dica importante é conferir sempre se tem algum erro de português e, em hipótese alguma, mentir ou exagerar ao descrever as habilidades. “Eu checo tudo isso. Eu pego referências do profissional, eu testo ele na entrevista. Então, de fato, ele vai ser colocado à prova. Quem mente não consegue emprego. Se a pessoa mentiu sobre a experiência, eu não a coloco em oportunidade nenhuma”, garante Jorge Martins, gerente da Robert Half.

Intimidades e informações muito pessoais não devem fazer parte do currículo porque simplesmente não interessam ao empregador. Por exemplo, o time do coração, as preferências musicais, se a pessoa é uma boa mãe, um bom filho ou se é síndico do prédio onde mora. Na hora de vender o peixe, menos é mais.

Fonte: G1

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