Por Ricardo Marchesan

Muitos cuidados precisam ser tomados quando sua empresa oferece uma proposta de transferência para outra cidade. Pagar a a mudança e achar uma nova casa são só algumas dessas preocupações, mas as companhias podem oferecer benefícios para que a transição seja mais fácil e o funcionário não sofra desnecessariamente.

Segundo levantamento feito pela consultoria de RH Carreira Muller com 151 empresas nacionais de grande porte, as práticas mais comuns são pagar uma viagem para conhecer o novo lugar antes e ajudas de custo com aluguel e mudança.

Outras medidas são menos usuais, como arcar com os custos de um carro. “Se o profissional vai mudar de São Paulo para Manaus, por exemplo, e possui dois carros, tem de pensar que são duas viagens, ou o gasto com um guincho que o leve até lá”, afirma Flavio Pavan, gerente de pesquisas da Carreira Muller.

Trabalhador não é obrigado a aceitar transferância

Em geral, segundo a lei brasileira, um trabalhador não pode ser obrigado a aceitar uma transferência definitiva que implique na troca de casa.

Mas se isso estiver estipulado no contrato de trabalho ou for uma função que claramente exija a mudança, por exemplo o trabalhador de um circo, a empresa não precisa que o profissional concorde. A transferência também é permitida se a empresa fechar a unidade onde o funcionário trabalha.

No caso de cargos mais altos, como executivos ou funcionários de confiança, a possibilidade de o profissional negar uma transferência também é menor.

“Quanto maior a hierarquia, maior chance de transferência, porque esse profissional tem mais chance de negociar essa cláusula quando firma o contrato de trabalho”, afirma Horácio Conde, diretor da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo.

Quando a transferência é temporária, a empresa é obrigada por lei a pagar um adicional de, pelo menos, 25% do salário pelo tempo que o trabalhador permanecer fora de sua cidade, além de arcar com os custos.

Cuidados antes de aceitar transferência

Confira dicas da Carreira Muller para o profissional se preparar antes de mudar de cidade:

Conhecer o lugar

Reunir o máximo de informações sobre a nova localidade é muito importante para saber se irá se adaptar. Isso inclui fazer uma visita de alguns dias, antes de aceitar a proposta. Segundo a pesquisa da Carreira Muller, 73% das empresas pagam a viagem a seus funcionários, sendo que, dessas, 77% permitem a ida de familiares junto.

Custos com a mudança

Uma mudança exige uma série de gastos que podem ser altos, incluindo o pagamento de uma acomodação temporária até encontrar um lugar definitivo para morar. Saber se a empresa vai ajudar é fundamental. Essa é uma prática comum e companhias pagam, em média, 1,8 salário como ajuda de custo.

Procurar casa

A procura por uma nova casa pode ser difícil, e as companhias não costumam ajudar nisso. Elas também não interferem no contrato imobiliário. “Isso pode ser um problema, por exemplo, na hora de arranjar um fiador no novo local”, afirma Flavio Pavan.

Pagamento de aluguel

Quando a opção é por morar pagando aluguel, a empresa também pode auxiliar nesse gasto. Segundo a pesquisa, 51% das empresas dão essa ajuda por, em média, 30 meses, com valor médio de um salário.

Férias na antiga cidade

Desligar-se completamente do lugar onde morou não é fácil, e todo profissional pode querer passar as férias revendo amigos e familiares. Bancar essa viagem é uma prática que divide as empresas. Segundo o levantamento, 48% fazem isso.

Reposicionamento do cônjuge

Se o profissional é casado, tem de se preocupar com o emprego de seu par, porque não é uma prática comum das empresas ajudar o companheiro a arrumar um emprego na nova cidade.

Carros e pets

Não são só as pessoas que mudam. A preocupação com o carro também é importante. Se a transferência for dentro do país, e a distância, longa, é preciso pensar no custo de mandar o carro até lá, principalmente se a família tiver dois veículos. Isso também vale para o animal de estimação, que não costuma ter as despesas da mudança pagas pelas empresas.

Fonte: Uol

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