Enquanto novos veículos surgem diariamente oferecendo oportunidade para que seus profissionais trabalhem com flexibilidade de horários e até mesmo à distância, alguns se orgulham de manter os dois pés em um passado retrógrado e explorador. Prova disso foi um bate-papo com Daniela Falcão, diretora editorial da Editora Globo Condé Nast, Barbara Migliori, diretora de moda da Vogue, e Silvia Rogar, editora-chefe da Vogue Brasil.

Em uma matéria publicada no site da revista, o trio oferece seis dicas para quem quer trabalhar no impresso, entre elas “dormir apenas cinco horas por noite”, ter “flexibilidade física e emocional” e “se multiplicar e ser multitasking”. Ou seja, priorizar o trabalho a qualquer custo em detrimento da vida pessoal.

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A matéria cita que ter boa escrita, dominar português e ter um profundo conhecimento de história de moda também são itens importantes, mas destaca entre as top seis dicas de necessidades imprescindíveis “saber se maquiar e fazer as unhas sozinha” e de “gostar de tirar selfies com os outros”.

A matéria repercutiu bastante ao ser compartilhada na página oficial da Vogue Brasil no Facebook e o post recebeu uma enxurrada de comentários negativos. Muitos internautas criticaram a ‘glamourização’ da exploração do trabalhador, enquanto outros se disseram chocados ao se darem conta de que não se tratava de uma matéria do site humorístico Sensacionalista.

Achei tão absurdo que, por um segundo, pensei que devia ser brincadeira”, escreveu uma internauta. “Parem de glamourizar dormir 5 horas e viver para o trabalho. Parem de propagar a ideia de que uma mulher bem-sucedida é a mulher que consegue ser tudo (bela, recatada e… Com mestrado! Apenas parem!”, escreveu outra pessoa.

Fonte: Hypeness 

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