Frustração na carreira profissional é um problema mais comum do que se imagina, e pode acontecer em diversos momentos da vida. Porém, segundo especialistas, ela não deve ser vista como sinônimo de fracasso e pode ser usada em benefício próprio.

Para o coach de carreira que atua na região de Campinas (SP) Vagner Sandoval, é importante não se prender aos “nãos” que receber. O ideal é buscar informações a respeito do que está fazendo de errado e de que forma é possível implementar sua atuação no ambiente de trabalho.

Não é hora de parar. É hora de implementar ações”
Vagner Sandoval, coach de carreira

“Tá na frustração? Não é hora de parar. É hora de implementar ações”, orienta.

Sandoval também orienta que o profissional não deixe que uma empresa ou gestor limite seu desenvolvimento. Se não deu certo naquela empresa, não significa que em outra não seja possível.

“Continuo fazendo o meu melhor, mas já abro um leque. Aqui não deu certo? Vou para o plano B, plano C…”.

Luis Fernando Lima mudou de área, mas seguiu na mesma empresa (Foto: Reprodução EPTV)Luis Fernando Lima mudou de área, mas seguiu na mesma empresa (Foto: Reprodução EPTV)

Valorização do potencial

As empresas também precisam ter um cuidado redobrado para não gerar frustrações na hora de dar o retorno sobre o trabalho do profissional. A gerente de projetos e mentora Edna Moryia acredita que a solução é olhar mais para o potencial que o profissional pode desenvolver e ajudá-lo a seguir naquele caminho.

Foi assim com o Luis Fernando Lima, que começou como desenvolvedor na área de tecnologia da informação e hoje trabalha como executivo de contas na área comercial da mesma empresa.

“Ao trabalhar com algo que te satisfaz você é mais produtivo. Então, certamente isso traz mais felicidade” comemora.

André Montejano desistiu do fotojornalismo e apostou em um food truck (Foto: Reprodução EPTV)André Montejano desistiu do fotojornalismo e apostou em um food truck (Foto: Reprodução EPTV)

Fotógrafo abriu foodtruck
Mas, se todas as alternativas dentro da área de formação foram esgotadas, ainda sim o profissional não deve se render à frustração e, sim, partir logo para um novo negócio.

Foi a forma que o empresário de Campinas André Montejano encontrou para lidar com o problema. Depois de algum tempo dedicado ao fotojornalismo, ele percebeu que a área já não era tão vantajosa para ele. Entre equipamentos, seguro e manutenção, o gasto dele acabava alto, e não havia o retorno financeiro necessário.

“A última foto que eu vendi compraram por R$ 3. Uma foto do treino de Portugal para a Copa do Mundo”, desabafa.

Foi então que resolveu partir para outra área: ele e o sócio criaram um food truck. Para Monjetano, fica a ansiedade e a expectativa de que o novo negócio inicie logo as suas atividades e que permaneça no mercado por um bom tempo.

Fonte: G1

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