SÃO PAULO – Na hora de se candidatar a uma vaga que exige o currículo em inglês, não adianta apostar apenas na tradução literal dos termos ou na ajuda do tradutor on-line. Para passar uma boa impressão e garantir que o recrutador leia o documento atentamente, é importante seguir algumas orientações.

Segundo Ho Mien Mien, sócia e diretora da Outliers Language School, escola especializada em inglês profissional, os principais erros cometidos na hora de formular um currículo em inglês são o excesso de informação e textos longos demais. “O recrutador passa, em média, 30 segundos em cada currículo, se não tiver o que ele está procurando, ele passa para outro”, diz.

Os erros de tradução e a supervalorização do nível do idioma – facilmente identificável na entrevista, ou até na leitura do currículo – são outros deslizes cometidos com frequência por brasileiros. Segundo Ho, são comuns falhas nos tempos verbais (a recomendação é usar sempre o passado simples) e na ordem dos nomes de cargos ou departamentos (gerente financeiro vira “finance manager”, o que pode complicar quando o cargo é longo).

Além de necessários para se candidatar a vagas no exterior, os currículos em inglês são pedidos também por empresas brasileiras que querem avaliar a habilidade do candidato no idioma. “Estimamos que 95% das vagas para cargos acima de coordenação peçam inglês de nível, no mínimo, avançado”, diz.

Para evitar os erros, o ideal é organizar o currículo em blocos, começando com os dados pessoais – que não precisam ser mais do que nome, endereço (não precisa ser traduzido), telefone e e-mail. Em seguida, é importante já declarar a vaga para a qual o profissional está se candidatando em um bloco chamado “objective”, sem perder tempo com frases longas.

O próximo bloco deve ser o “qualifications summary”, em que o candidato deve destacar em frases curtas até seis habilidades e qualificações que tenham relação com a vaga desejada, mas sem entrar em detalhe sobre atividades feitas em empregos específicos. Os principais cargos ocupados, com descrições breves dos resultados obtidos, entram em “professional background”, que deve ser seguido da formação acadêmica, “academic background”.

Os próximos blocos devem ser destinados a experiências e habilidades adicionais, como “international experience”, para cursos ou empregos no exterior, “certifications”, para certificados, “extracurricular courses”, com cursos e workshops que não qualifiquem formação acadêmica, “language and computer skills”, onde é importante não exagerar na autoconfiança,  e “others”, para atividades extras, como trabalho voluntário. Em todos os casos, a regra é citar apenas tópicos que sejam relevantes para a vaga desejada, o que mantém o currículo sucinto.

Confira mais algumas dicas de Ho:

– Ficar atento para não usar a tradução literal de termos que possuem formas próprias em inglês. Alta gerência, por exemplo, não é “high management”, mas sim “top management”. Assim como usa-se “payroll” para folha de pagamento e não “payment sheet”.

– Nos tópicos em que se citam resultados obtidos, não é preciso começar a frase com o pronome. Use, por exemplo, “Performed market intelligence analysis”, sem o “I”, para “eu”, no início.

– Meses começam com letra maiúscula em inglês, diferentemente do português.

– Siglas como PhD para doutorado, Msc para mestrado e B.A. para diploma de graduação devem ser usadas.

Fonte: Valor Online

 

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