Está sentindo raiva, medo ou frustração no trabalho? Especialista dá conselhos para não ter o seu desempenho minado pelas emoções reprimidas

Por Claudia Gasparini

Não adianta: por mais que o mundo corporativo cultive a fantasia de que um bom profissional deve ser 100% racional, emoções são um ingrediente presente em qualquer situação de trabalho.

Mas a tentativa de negar sentimentos não é somente um esforço em vão – ela também pode estar comprometendo a sua produtividade.

De acordo com uma pesquisa da escola de aprendizagem corporativa Cultman, quase 89% dos líderes não admitem o impacto das emoções no seu dia a dia.

De acordo com Rogério Boeira, fundador da escola, isso compromete imensamente os resultados do trabalho em qualquer nível hierárquico.

Para ele, mais do que procurar “calar” uma parte inerente à nossa humanidade, devíamos tentar investigar nossas emoções e usá-las ao nosso favor.

A seguir, com a ajuda do especialista, listamos três hábitos saudáveis para elevar o nível das suas escolhas profissionais por meio do autoconhecimento:

1. Permita-se sentir mesmo o que é ruim

Ser equilibrado não significa estar sempre calmo. “É fundamental se deixar vivenciar as emoções, inclusive as negativas”, aconselha Boeira.

Segundo ele, ignorar o incômodo não vai fazê-lo desaparecer. Quanto mais você deixar a emoção correr livremente no seu foro íntimo, mais chances tem de elaborar aquele problema e, eventualmente, solucioná-lo.

Exemplo: Se você está sentindo raiva do seu chefe, a pior alternativa é negar esse sentimento. Não precisa brigar, necessariamente. “O importante é você processar internamente a emoção para entendê-la”, afirma Boeira.

2. Não pense apenas, escreva

Expressar nossos sentimentos no papel ajuda a trazer mais informação para o consciente. Segundo Boeira, essa “tradução” contribui para que os seus sentimentos reais venham à tona.

“Se você permanece no campo imaginativo, sem dar forma ao seu pensamento com a escrita ou com a fala, o conflito segue por caminhos mais confortáveis e nada se resolve de fato”, explica.

Exemplo: Boeira diz que muita gente pensa que admira um colega, mas pode estar sentindo inveja. “Descobertas desse tipo podem ocorrer no processo da escrita”, diz o especialista.

3. Reconheça as suas limitações e as dos outros

Num momento de decisão, é essencial estar atento às suas próprias expectativas, fragilidades e anseios. Um segundo passo, de acordo com Boeira, é desenvolver essa mesma sensibilidade em direção aos outros.

Exemplo: Quando um acordo com fornecedores não sai de jeito nenhum, pode ser que o impasse não envolva apenas limites financeiros ou físicos. Talvez estejam envolvidos fatores emocionais como ansiedade e desespero. “Identificar esses limites ajuda a buscar uma solução boa para as duas partes”, conclui o especialista.

Fonte: Exame.com 

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