Colegas que falam demais são o que mais atrapalha o trabalho

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Segundo pesquisa, 45% se sentem incomodados com colegas tagarelas. Conversa ajuda na colaboração, mas em excesso pode se tornar distração.

Pesquisa da consultoria de mobilidade de talentos Lee Hecht Harrison apontou que profissionais que conversam muito durante o trabalho são o maior incômodo para os colegas dentro da empresa. A situação ficou até à frente dos e-mails e das chamadas telefônicas, que são conhecidas por atrapalharem a produtividade.

O estudo feito com 848 trabalhadores norte-americanos, por meio de uma votação on-line em abril deste ano, perguntou: “O que você acha mais incômodo ou mais te distrai no trabalho?” Em primeiro lugar ficou a opção: colegas de trabalho tagarelas, com 45%.

Em seguida aparecem: e-mails (18%), odores (9%), chamadas telefônicas (8%), barulho ambiente (6%), design do escritório (5%), nada (5%) e tecnologia (4%).

“Conversas no corredor ou breves paradas pelo escritório para um bate-papo podem render enormes benefícios em termos de colaboração, geração de novas ideias, criando confiança e aumentando a produtividade. No entanto, muita conversa também pode ser uma distração, como a nossa pesquisa constatou”, afirma Jim Greenway, vice-presidente executivo de marketing e vendas de eficácia da Lee Hecht Harrison.

“Somos criaturas sociais e nosso sucesso no trabalho depende de nossa capacidade de se comunicar”, reforça Greenway.

Segundo Greenaway, distrações acontecem quando o colega que conversa muito não tem consciência do que faz e não consegue entender os limites. “Esse tipo de colega não tem ideia de como ele é irritante. É importante estar ciente das coisas que dizemos e fazemos. Devemos prestar atenção às pistas não verbais e definir os limites que respeitam o tempo dos colegas”, fala.

Greenaway ressalta que cabe a cada profissional assumir a responsabilidade por seu comportamento no ambiente de trabalho e reconhecer quando suas ações irritam outras pessoas. Segundo ele, o desenvolvimento do autoconhecimento é a chave para assumir a responsabilidade.

“Se a pessoa com que o trabalhador estiver falando estiver batendo os dedos com impaciência, olhando para o relógio ou tiver um olhar angustiado, é o momento de ajustar o comportamento e encerrar a conversa imediatamente”, sugere.

Fonte: G1

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