A quantia ajudará a incrementar a bolsa já conquistada pelos estudantes em instituições como Harvard, Stanford, MIT e Yale.

Ser aprovado em uma boa universidade no Brasil já é difícil. Imagine, então, o desafio que é conseguir uma vaga nas instituições mais cobiçadas dos Estados Unidos.

Mas, para o paulista André Hamra, de 18 anos, e outros 25 adolescentes de diversos estados do país esse foi apenas um dos obstáculos a serem superados.

Aprovado na Universidade da Pensilvânia, uma das melhores universidades norte-americanas para a área de negócios, ele agora precisa ter condições financeiras para arcar com os custos dos estudos no exterior.

Pensando nisso, o jovem resolveu lançar junto com seus colegas o projeto de financiamento coletivo “Aprenda lá, dá cá”, com objetivo de arrecadar a quantia necessária para bancar a faculdade dele e dos outros aprovados nos EUA.

A partir da doação de um valor mínimo de 25 reais, a campanha busca chegar a 350 mil reais em arrecadações até o final desta semana, em 8 de agosto.

A quantia ajudará a incrementar a bolsa já conquistada pelos estudantes em instituições como Harvard, Stanford, MIT e Yale.

Com cerca de 150 mil reais arrecadados até o momento, o projeto contou com investimento inicial de 60 mil reais de empresas do Grupo Arpex, o qual inclui a startup Pagar.me.

Isso porque a história dos fundadores da companhia, Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, é bem parecida com a desses jovens, pois eles já conseguiram bolsa de estudos para estudar em Standford e sabem o quanto esse processo é desafiador.

“Nossa bolsa foi muito difícil de conseguir, então queremos ajudar colegas que passam pela mesma situação parecida com a nossa e que querem muito fazer isso”, afirma Henrique.

Jovens prodígios se destacam no exterior

A história de André e de seus 25 colegas não é a única a inspirar colaboradores de todo o país no financiamento coletivo.

Outra jovem que conseguiu aporte financeiro por meio de sites de crowdfunding é a baiana Georgia Gabriela, de apenas 19 anos.

Aceita em 9 universidades norte-americanas depois de apresentar seu projeto sobre endometriose nos EUA, Georgia resolveu cursar engenharia biomecânica na Universidade de Stanford e afirma que deseja melhorar o Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS) depois de se formar.

Para conseguir se sustentar durante os primeiros meses morando fora, ela pediu cerca de 6 mil dólares para custear roupas de frio, uma bicicleta para circular pela universidade, livros e passagem aérea. Até agora, ela já conta com mais de 11 mil dólares em apoio.

Como colaborar

Qualquer pessoa pode colaborar para que os 26 estudantes consigam ir para os Estados Unidos. Basta clicar no botão “Apoiar este projeto” na página da campanha e preencher um rápido cadastro.

Como recompensa para quem ajudar com o projeto, os estudantes prometem enviar newsletters sobre a rotina deles na faculdade, fotos, redações que fizeram para passar no processo seletivo da faculdade e até dicas para quem vai prestar ENEM ou até a prova do TOEFL (certificado de língua inglesa que todo estudante do exterior deve ter).

Por Adeline Daniele, de INFO Online / Fonte: Exame.com

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