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Qual o melhor caminho para construir uma carreira bem sucedida? Vez ou outra, todo profissional se depara com esta questão quando precisa fazer uma escolha decisiva para a própria trajetória. “No universo tão dinâmico da economia nacional, as pessoas têm muitas dúvidas sobre como se movimentar na carreira”, diz Carlos Eduardo Altona, sócio da EXEC.

A resposta para estas questões, segundo o especialista, devem estar num plano de carreira bem claro e num bom conhecimento sobre como cada tipo de empresa pode levar você em direção a ele. Confira quais as vantagens das empresas de grande, médio e pequeno porte para cada fase da carreira:

Estágio, trainee e gerência júnior

Empresa de grande porte

Para o especialista, o melhor pontapé na carreira está reservado para quem dá seus primeiros passos profissionais nas grandes corporações. E o peso destas empresas para o currículo não é a única razão para isso.

“Quem começa a carreira numa grande empresa, geralmente, adquire muito conhecimento já que você é treinado em um ambiente com muito acesso às ferramentas mais avançadas da sua área”, afirma Altona. “Elas oferecem uma base essencial para aumentar a empregabilidade ao longo dos anos”.

O porém de trabalhar numa grande empresa está na lentidão que o processo de crescimento na carreira pode ter. Há mais burocracia e menos oportunidades para assumir postos elevados na hierarquia, por exemplo. Mas não é só isso.

Em grandes empresas, principalmente nos primeiros estágios da carreira, o acesso ao alto escalão da companhia é mais restrito bem como o nível de autonomia. Quando comparada aos ganhos em uma startup, a remuneração também tende a ser mais enxuta.

“Pode ser que, no curto prazo, o profissional não esteja tão maduro e não ganhe tanto dinheiro quanto alguém que optou por startup ou pequena empresa”, pondera Altona.

Startups e pequenas empresas

O grande ganho de começar sua carreira numa empresa nascente ou de pequeno porte é o grau de responsabilidade que você pode adquirir já nos primeiros anos da sua trajetória profissional. “Em alguns casos, a criação de produtos depende do jovem profissional. Há a chance de gerenciar pessoas muito novo”, diz. “Ele amadurece mais rápido”.

Mas, como tudo na vida, nem tudo são flores no universo trabalhista das pequenas, médias e nascentes. “No longo prazo, curiosamente, este profissional tende a ter um grau de empregabilidade inferior a quem optou por uma grande empresa”, diz.

A equação para essa tendência é simples: em empresas nascentes, a infraestrutura tanto tecnológica quanto de processos de gestão é menos sofisticada. “A pessoa pode ter um período mais difícil de adaptação para empresas de grande porte”, afirma o especialista.

“O profissional tem maturidade e jogo de cintura, mas faltam conhecimentos sofisticados de processos, metodologias e ferramentas de gestão”, diz Altona. “Você ganha dinheiro e amadurece mais rápido, mas não amadurece tanto tecnicamente”.

Empresa de médio porte

Por outro lado, segundo o especialista, em empresas de médio porte, é possível experimentar um meio termo das duas experiências anteriores. “Você pode pegar um pouco de cada coisa: um pouco das ferramentas de gestão, autonomia e capacidade para criar”, diz Altona, que ainda acredita que empresas de grande porte são o caminho para os primeiros passos profissionais.

Gerência plena sênior

Empresa de grande porte

Neste estágio da carreira, as empresas de grande porte oferecem possibilidades profissionais que, geralmente, não são possíveis nas companhias menores. A chance de ser expatriado é exemplo disso. “Você consegue crescer na hierarquia, mas também no conhecimento”, descreve o especialista.

No entanto, a estrutura (por vezes) engessada das grandes corporações também oferece alguns trancos para a carreira de quem está nesta fase da vida. “O crescimento é moderado nas grandes empresas. Apesar de estar em um cargo gerencial, o profissional ainda está há alguns níveis do alto top management”, diz o especialista.

Mas não é só isso. “Em uma empresa de grande porte, o profissional não desenvolveu muito as habilidades de assumir riscos e não exerceu tanto a responsabilidade de liderança. No longo prazo, pode até ser que a empregabilidade dele fique restrita”, diz.

Startup, empresa de médio e pequeno porte

“Neste tipo de companhia, você pode não desenvolver tanto os aspectos técnicos, mas aprende a lidar com o imprevisto, chama a responsabilidade para si, em suma, você desenvolve aspectos mais comportamentais”, afirma.

Para combinar a formação, o especialista afirma que um caminho interessante é ingressar numa grande empresa no início da carreira para, neste estágio, migrar para uma menor. É uma ótima pedida para quem tem ambição de crescer mais rápido.

Diretoria

Neste estágio de carreira, de acordo com o especialista, todas as opções podem ser interessantes. Mas tendo em vista as complicações do cenário internacional, estar no topo da hierarquia de uma multinacional pode não ser um bom negócio – para a sua saúde emocional, principalmente.

“Para compensar outros locais, a pressão para gerar resultado é maior nas operações no Brasil. Se você é presidente ou diretor de uma multinacional, esteja preparado para ter uma redução de sua autonomia”, diz.

Tendo em vista isso, empresas de médio e pequeno porte podem ser uma opção saudável para quem atinge este estágio na carreira. “As empresas menores precisam de gente gabaritada, madura. Gente que tenha capacidade de tocar o negócio e atrair mais talentos. Gente que já se provou”, afirma.

O mercado está aí de olho em gente com este perfil. Basta você decidir se é o que quer para a sua vida.

Fonte: Exame

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