Você já ouviu falar em ‘carreira em W’? Trata-se de um termo que vem sendo bastante difundido e empregado e também de uma grande tendência para 2017 e os próximos anos no mercado.

Durante décadas, todo o planejamento de carreira dos colaboradores era feito tendo-se como base o modelo em ‘Y’, em que eram possíveis duas modalidades de caminho a se trilhar: a gerencial e a técnico. Com o passar dos anos e o desenvolvimento dos mercados, que ficaram cada vez mais complexos, algumas empresas perceberam que, em algumas situações, o profissional não se encaixava plenamente em nenhuma das duas categorias.

Daí surgiu a possibilidade de uma nova categoria a se inserir no mercado: o modelo em ‘W’ de Rigaud, que junta dois ‘YYs’ e garante mais versatilidade entre os cargos oferecidos, criando oportunidade para gestores de projetos. Este modelo vem ao encontro das necessidades das gerações ‘Y’ e ‘Z’, que buscam reconhecimento e crescimento e que podem escolher um caminho dentre muitos. A carreira prevê áreas de alta, média e baixa complexidades – operacional, técnica, executiva, administrativa e multifuncional, especialmente voltada para profissionais autogerenciáveis.

Neste contexto, esse tipo de carreira oferece aos profissionais preparação não somente dentro de sua área de especialização, mas também em todas dentro do fluxograma das suas atribuições. Num mundo cada vez mais dinâmico e complexo, ser especialista não é suficiente. As pessoas são ávidas por conhecimento e você precisa saber mais do que o que faz seu departamento: é necessário entender das demandas dos outros setores, dos impactos gerais para a organização.

Por isso, é necessária uma visão sistêmica, que integre as áreas e os objetivos pessoais e corporativos em torno de um propósito comum. É importante estimular a colaboração e a sinergia em atividades que colaboram para o bem-estar amplo da organização e das pessoas – pessoal, social, profissional e financeiro.

Algo muito interessante e inovador neste tipo de metodologia é o fato de ser possível migrar de cargos, tanto na área administrativa quando no chão de fábrica, pois tudo depende da preparação e da disposição do profissional. Não teremos paradigmas, todos os profissionais passam a ter os mesmos direitos de evolução, caso estejam preparados para que possam participar do processo seletivo interno.

Este é um modelo que tende muito a crescer nos próximos anos, pois os modelos de gestão das empresas precisam acompanhar as transformações da nossa sociedade. Vemos que nosso mundo é cada vez mais rápido, dinâmico e versátil, por isso, o modelo em ‘W’ tende a se consolidar como uma forma eficaz de responder a todas essas novas demandas.

Fonte: Diário do Grande ABC

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