Por Camila Pati

Com os programas de estágio e de trainee cada vez mais bem estruturados e recebendo grandes investimentos das empresas, a concorrência em processos seletivos é acirrada.

Geralmente milhares de estudantes concorrem a poucas dezenas de oportunidades e, para se destacar, precisam de muito mais do que a matrícula em uma universidade.

E quem diz isso, é Flávia Queiroz, gerente da Page Talent, consultoria especializada no recrutamento de estagiários e trainees. “Os processos são muito criteriosos”, afirma.

Mas, como se destacar em meio à multidão de inscritos? Segundo Flávia, algumas atitudes e atividades ajudam (e muito). E elas estão ao alcance de todos os universitários, confira:

1 – Bom desempenho acadêmico

Algumas empresas pedem que o aluno comprove o bom desempenho em números. De acordo, com Flávia, é raro, mas o universitário pode sim ter que mostrar suas notas durante o processo seletivo. “É algo mais regional, sendo mais comum no Rio de Janeiro do que em em São Paulo”, diz.

Mas, independentemente de mostrar as notas ou não, o seu aprendizado será posto à prova pelas empresas. “Na fase de dinâmicas, o candidato passa por atividades, é exposto a umcase de negócios e isso exige que ele mostre conhecimentos”, diz Flávia.

Desenhar estratégias, fazer um planejamento, interagir com os outros membros do grupo são algumas das ações avaliadas nesta etapa da seleção, segundo ela.

2 – Aplicações prática do aprendizado

Estagiários que aproveitem a exposição a novidades e tendências de mercado apresentadas por seus professores a favor da empresa são os mais procurados. É que o dinamismo do mercado pede aos jovens que façam esta “ponte” entre ambiente acadêmico e visão organizacional.

Em outras palavras, as empresas querem e esperam dos universitários sugestões de melhorias de processos e novidades a que eles têm acesso nas salas de aula da faculdade.

“O jovem terá mais oportunidades para trazer estas novidades para a empresa isso ao longo do estágio, mas no processo seletivo ele já pode contribuir a partir da exposição de suas ideias”, diz Flávia.

3 – Experiência em empresas juniores e diretório acadêmico

O jovem que participa de uma empresa júnior ou comanda um diretório acadêmico estreia no mercado com uma bagagem de habilidades e competências próximas àquelas exigidas pelo dia a dia de trabalho.

Metas, níveis hierárquicos, planejamento estratégico são algumas delas, segundo a gerente da Page Talent. “Com isso a adaptação no mundo corporativo é mais rápida”, explica.

4 – Atividades extracurriculares

Iniciação científica, monitoria, pesquisas, estudo de idiomas. Tudo isso conta pontos para o universitário em processos seletivos.

“Por mais que estejam mais ligadas ao universo acadêmico, são atividades que mostram que, em seu tempo livre, este jovem investe no seu próprio desenvolvimento”, diz Flávia.

5 – Olhar profissional em trabalhos acadêmicos

O portfólio de trabalhos acadêmicos  também pode ser um ponto de destaque no currículo do jovem universitário. O aluno que sabe aproveitar as oportunidades práticas que surgem durante o período de faculdade e joga sobre elas um olhar profissional brilha aos olhos dos recrutadores, diz a gerente da Page Talent.

“Esses trabalhos também são uma simulação do que ele vai viver na empresa porque exigem pesquisa, planejamento, interação com os colegas de grupo”, diz Flávia.

6 – Atenção às possibilidades de carreira

Quanto mais segurança acerca da carreira pretendida o jovem transparecer no momento da seleção, mais ele se destacará dos demais.

E quem aproveita a época de faculdade para pesquisar e entrar em contato com as possibilidades na sua área futura área de atuação geralmente demonstra mais confiança na hora de responder perguntas como “por que você se candidatou ao programa” ou “ por que você quer trabalhar nesta empresa”.

Fonte: Info | Exame.com

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