Objetividade e o modo como as informações são organizadas aumentam as chances de o profissional ser convocado para uma entrevista presencial

Como fazer um bom currículo? Qual é a melhor forma de estruturar as informações? Essas são as perguntas típicas dos candidatos que estão em busca de uma vaga no mercado de trabalho. Por isso, a Curriculum, um dos maiores sites de emprego da América Latina, relacionou 5 fatores essenciais para elaborar esse documento muitas vezes decisivo no recrutamento de profissionais.

1º – Missão do currículo

O currículo tem uma única missão: conquistar uma entrevista presencial.

Para isso, é importante que o candidato compreenda e leve em consideração três pontos na hora de fazer o currículo:

     1) Fazer com que o currículo participe do processo;

     2) Prender a atenção do selecionador para que a leitura dele seja completa;

     3) Despertar o interesse do selecionador para que ele o chame para uma entrevista.

O primeiro ponto então é fazer o currículo do profissional participar do processo seletivo que ele deseja. O selecionador precisa entender que o currículo se encaixa com o cargo que ele procura e isso acontecerá através do “Objetivo Profissional”. Por isso, este é considerado uma das principais informações do currículo. É muito importante que ele esteja sozinho e em destaque. Por exemplo, se o selecionador estiver procurando um Gerente Comercial, ele dará bastante atenção aos currículos que apresentarem o objetivo grafado como “Gerente Comercial”, menos atenção aos currículos que estiverem com objetivo de “Consultor Comercial” e menos atenção ainda aos currículos que estiverem como “Vendedor” ou “Área Comercial”. Perceba que o objetivo profissional que o candidato incluir poderá fazer com que ele participe do processo ou não.

O segundo ponto agora é fazer com que o selecionador leia o currículo inteiro. No entanto, como sempre há muitos currículos para ler, ele será bastante seletivo e poderá demonstrar pouca paciência. É comum os profissionais de RH pararem de ler o currículo no meio por acharem que o perfil não é aderente ou que o profissional não reúne as qualificações desejadas. Por isso, depois que o selecionador compreender que o currículo está inicialmente aderente à vaga aberta, o desejo do candidato é que ele seja inteiramente lido e, para isso, o currículo deve ser construído de forma que isso aconteça.

Tendo lido o currículo inteiro, agora o objetivo final é fazer com que ele realmente desperte o interesse do selecionador para conhecer melhor o profissional numa entrevista presencial, pois será nesta entrevista que o candidato conquistará seu emprego. E isso acontecerá se ele tiver conseguido transmitir informações relevantes para o selecionador.

“Com essas informações em mente, o candidato deverá desenvolver um currículo mais eficaz, aumentando assim suas chances de ser chamado para uma entrevista”, explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.

2º – Identificação e cargo desejado ou área pretendida

O profissional deve iniciar o currículo com sua identificação e dados básicos na seguinte ordem: nome, endereço, idade, nacionalidade, estado civil, telefones e e-mails para contato. É preciso ter cuidado com o excesso de informações e se certificar que todos os dados estejam corretos. Também não é recomendável incluir no currículo números de documentos como RG ou CPF, por exemplo. Até mesmo a foto pode ser dispensada, salvo exceções, como para modelos fotográficos, por exemplo, quando o contratante exigir uma foto.

Feito isso, basta colocar o cargo desejado centralizado e em destaque, como se este título separasse os dados de contato do conteúdo do currículo. O melhor é utilizar o cargo pretendido, mas caso o profissional prefira, ele pode colocar a área, embora não seja o mais indicado.

3º – Formação e experiência profissional: o que vem primeiro?

O profissional deve exibir seus pontos mais fortes e relevantes sempre em primeiro lugar. Por exemplo, se o candidato tem pouca experiência e uma boa formação, é melhor exibir a formação em primeiro lugar. Porém, caso ele já tenha se formado há muito tempo e agora tem muita experiência no cargo desejado, a experiência deve vir em primeiro lugar.

As informações sobre as experiências devem ser claras e precisas. Sendo assim, é importante evitar textos muito extensos para explicar, por exemplo, as atividades desempenhadas em determinada empresa. No currículo, apenas o que for importante deve ser explicado. O candidato precisa dizer somente o necessário. O recrutador tem pouco tempo para ler os currículos. Por isso, o candidato deve priorizar a qualidade em vez da quantidade de informações.

4º – Idiomas, cursos complementares, informática e Internet

Imaginando todas estas informações como se fosse um único bloco, com subdivisões internas, o profissional deve agrupar as informações, lembrando de colocá-las sempre em ordem de relevância. O que for mais relevante sempre vem primeiro.

Se o candidato estiver buscando um cargo na área de informática e/ou Internet, esta informação deve vir primeiro. Se o idioma é bastante significativo para o cargo a ser assumido, o profissional deve colocar primeiro seu conhecimento no idioma, e assim por diante.

É importante informar o nível de conhecimento para cada idioma. O mesmo procedimento deverá ser adotado para conhecimentos de software, linguagens de programação ou qualquer outra ferramenta, máquina ou instrumento que souber utilizar e que sejam relevantes para atingir o objetivo profissional mencionado no currículo.

Informações sobre cursos complementares realizados devem incluir o nome da instituição, carga horária e a data de conclusão. Se o profissional tiver experiências internacionais ou viagens de intercâmbio, elas podem ser um bom diferencial aos olhos dos selecionadores, além de reforçar o conhecimento nos idiomas informados.

5º – Formatação e revisão

O tamanho das fontes do texto e a formatação podem parecer até insignificantes, mas são detalhes que podem ser determinantes no momento em que o currículo for analisado. Fontes como Arial ou Times são as opções mais recomendadas.

Outro ponto essencial é a revisão do texto. O candidato deve revisar atentamente o documento para ter certeza de que não haja erros de português. Esse tipo de falha pode excluir o candidato do processo seletivo.

“Percebemos que há muitos candidatos que não prestam atenção nesses detalhes decisivos no momento de buscar oportunidades de entrevistas. Um currículo de qualidade ajuda o selecionador a identificar o profissional como um candidato com potencial para preencher a vaga”, afirma Abrileri.

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